sábado, 10 de junho de 2017

Ciclofaixa da Av. Santos Dumont será ampliada até a Praia do Futuro

09/06/2017 - Diário do Nordeste

A previsão para o fim da obra é início de julho.

Ciclofaixa
Intervenção será compreendida entre as vias Francisco Matos e Dioguinho. ( Foto: Agência Diário )

A ciclofaixa da Av. Santos Dumont, nas imediações dos bairros Papicu e Praia do Futuro, começou a ser ampliada pela Prefeitura de Fortaleza. As intervenções modificarão o trecho compreendido entre as vias Francisco Matos e Dioguinho, que será interligado com a ciclofaixa da Praça Dom Hélder Câmara e com a ciclovia da Av. Zezé Diogo.

O primeiro passo será a readequação do canteiro central, seguida da implantação de sinalização horizontal e vertical. A previsão para o fim da obra é início de julho.  Ao todo, a via terá 2,7 quilômetros de infraestrutura cicloviária, segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP).

A intervenção faz parte do Programa de Expansão da Malha Cicloviária, que definiu a execução de 50 km de ciclofaixas e ciclovias na cidade, em 2017. Até o fim de 2018, também será implantado um anel cicloviário, que prevê 46 Km de infraestrutura cicloviária, conectando de norte a sul e de leste a oeste da rede cicloviária da cidade.

Multa

Transitar em ciclofaixa ou ciclovia é uma infração de natureza gravíssima com fator multiplicativo 3, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade desconta sete pontos na carteira e gera multa no valor de R$ 880,41. 

Já estacionar nessas áreas corresponde a uma infração grave, com cinco pontos no prontuário do condutor e multa de R$ 195,23.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/ciclofaixa-da-av-santos-dumont-sera-ampliada-ate-a-praia-do-futuro-1.1768460

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Bikes públicas: novo sistema deve operar já no próximo semestre

08/06/2017 - Mobilize Brasil

Com tecnologia mais avançada de bicicletas e estações, programa só depende agora de negociações em contratos com as prefeituras para ser implantado em cinco cidades

Bikes públicas: novo sistema deve operar já no pró
Nova bicicleta e novas estações com tecnologia canadense
créditos: Foto: SM2 Fotografia

Nesta quinta-feira (8), uma apresentação à imprensa na capital paulista trouxe detalhes da mudança que vem sendo preparada e que promete renovar o sistema de bicicletas compartilhadas em cinco cidades do país: Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, todas com patrocínio do banco Itaú.

As bicicletas atuais serão substítuídas por modelos com tecnologia canadense (PBSC Urban Solutions). São mais leves e resistentes, afirmam os técnicos da tembici, a nova operadora do sistema. E há inovações também nas estações, que passam a ser alimentadas por painéis de energia solar.

Problema enfrentado por todos os que usam o sistema, o engate e desengate das bicicletas deve ficar bem mais fácil a partir de agora. Também para usar o serviço, o usuário terá mais opções: pode optar por cartão de crédito, passe (bilhete específico do serviço) e o bilhete único, este último no caso das cidades que adotam o cartão do transporte.

Modelo de estação e bicicleta na apresentação realizada  em São Paulo

Bicicletários de bikes públicas

A distribuição das estações pelas áreas da cidade também está sendo reavaliada. Para Tomás Martins, diretor da tembici., a tendência é que no redesenho do sistema seja feito um maior adensamento das estações, tendo em conta os locais onde o uso das bicicletas é mais ou menos intensivo, para permitir otimizar mais o atendimento.

Para permitir aos que se deslocam de pontos distantes da cidade não terem de fazer longos trajetos pedalando até por exemplo a região central, tendo de atravessar por trechos com infraestrutura precária e menor segurança, no planejamento que está sendo feito a integração modal da bicicleta com o transporte público é a solução que pretende-se equacionar.

Para esse morador da periferia, os operadores da tembici. propõem uma solução inovadora, que trouxeram da experiência vista na Cidade do México. A novidade são os bicicletários exclusivos do serviço de bike-sharing. São pontos para guardar as bicicletas do sistema, e que deverão ser instalados em bairros periféricos se possível em todas as regiões da cidade, revelou o diretor da tembici. "Estamos estudando e vamos oferecer essa solução ao poder público. O usuário pega emprestado uma bicicleta e pode levá-la para casa, ficar 12 horas com o veículo, e devolvê-la de manhã no bicicletário. Em seguida, ele pode ir de transporte público até o centro. Lá, ele ainda tem a opção de emprestar outra bicicleta para ir ao local de trabalho", explicou Martins.

Quando será feita a mudança ?

Na apresentação de hoje, as cidades de Recife e Porto Alegre foram citadas como as que têm mais chance de rapidamente receberem as adaptações ao novo sistema. Mas segundo Luciana Nicola, superintendente de Relações Governamentais e Institucionais do Itaú Unibanco, ainda não é possível falar em prazo, já que o processo envolve conversas em andamento com o poder público de cada localidade.

Ainda assim, a expectativa é de que a substituição para o novo sistema de bicicletas públicas compartilhadas não demore a virar realidade: "As negociações com as prefeituras, que incluem discussão de diferentes contratos, estão bem adiantadas. Talvez em 2018 já tenhamos cidades operando o novo serviço. É o que estamos torcendo", concluiu Nicola.   

Principais mudanças

Na bicicleta:

– Pneus com bandas refletivas aro 24
– Geometria inclusiva, permitindo uso por pessoas de todas estaturas
– Canote regulável com grande variação de altura
– Sistema de freios rollerbrake
– Cambio Shimano Nexus com três velocidades
– Iluminação dianteira e traseira acionada por dínamo
– Cesto adaptável para qualquer tamanho de bagagem
– Tecnologia antifurto
– Pára-lamas dianteiro e traseiro
– Proteção de corrente para evitar sujar as roupas do ciclista

Nas estações:

– Layout com menor poluição visual
– Abastecimento por painéis solares (preparados para um futuro uso de bikes elétricas)
– Média de 20 vagas por estação
– Vagas modulares sem necessidade de fixação ao solo
– Tótem com interface de pagamento digital e comunicação wifi

No aplicativo:

– Permite ao ciclista planejar o passeio, pagar e desbloquear a bicicleta com código gerado pelo app
– Encontrar estações próximas manualmente ou por GPS
– Leitura de bicicletas e vagas disponíveis em cada estação
– Marcar estações favoritas
– Encontra rotas com informações de distância e elevação
– Registrar as viagens com GPS

terça-feira, 23 de maio de 2017

Manôbike já registrou mais de 2,6 mil viagens após um mês de inauguração

22/05/2017 - D24am

O sistema de bicicletas compartilhadas foi lançado no dia 12 de abril e já conta com mais de 3,3 mil cadastros.

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

Até quarta-feira (24), a estação número 7 do Manôbike estará operando em novo local na avenida Eduardo Ribeiro.
Foto: Karla Vieira/ Semcom

Manaus –  Com mais de um mês desde sua inauguração, no dia 12 de abril, o Manôbike soma 3.362 cadastros e 2.685 viagens, sendo que no mês passado foram realizados 1.630 trajetos e até o dia 18 de maio, o sistema computava 1.055 percursos pelo Centro de Manaus.

O horário preferido para o uso das bicicletas é o de 16h às 18h, com 27,90% de registro de retiradas, seguido pelo período de 18h às 20h (24,64%). Os dias da semana de maior utilização das bikes, em maio, foram as segundas, com 30%, e os domingos, com 23%.

Outro dado do sistema é a preferência pelo tipo de passe mensal. Ele foi escolhido em 632 compras, contra 215 do diário, desde a inauguração. E as estações mais usadas em abril e maio são as do trajeto Parque Jefferson Péres, Teatro Amazonas, Praça Heliodoro Balbi, Praça do Congresso e Colégio Militar.

Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), engenheiro Claudio Guenka, o Manôbike é uma tendência em outras capitais e traz exemplo de boas práticas urbanas para a cidade, quanto ao seu uso enquanto ferramenta para o trabalho, como modal e para atividades de lazer, com crianças e a família, ou turístico, passando por pontos icônicos de Manaus.

Mudança de local

Até quarta-feira (24), a estação número 7 do Manôbike estará operando em novo local na avenida Eduardo Ribeiro, após um ajuste do sistema. Antes instalada na esquina da Eduardo com a avenida 7 de Setembro, agora o ponto ficará mais acima da via, perto do cruzamento com a rua Henrique Martins.

Horários

O sistema funciona de segunda-feira a domingo, das 6h às 23h, para retirada do equipamento, e 24h para devolução. Manaus tem projeto para 110 bikes disponíveis para 11 estações, mas a rede poderá ser ampliada futuramente, conforme demanda.

No site www.manobike.com.br, o usuário pode se cadastrar e conhecer mais detalhes do projeto. A empresa operadora do sistema informa que denúncias quanto à vandalismo podem ser feitas imediatamente à Central de Atendimento ao Cliente pelo número 4003-0387, para que seja acionada a assistência técnica local.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

GDF anuncia pacote de obras com ciclovia na EPTG, passarelas e pontes

17/05/2017 - Metropolis

Estão previstas a construção de vias marginais na Estrada Parque Aeroporto (Epar) e passarela de pedestres na BR-020

Maria Eugênia

Foto Rafaela Felicicano
Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Governo do Distrito Federal anuncia nesta quarta-feira (17/5) um pacote de 12 obras destinado a melhorar a mobilidade dos brasilienses. Entre os investimentos previstos, R$ 350 milhões, estão a instalação do anel viário na saída norte, pavimentação dos acessos a escolas rurais, além da construção de ciclovias, passarelas de pedestres e pontes.

Os investimentos compreendem obras como a construção de 25 km de ciclovia na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), 12,5 km de ciclovia na DF-001 (no Lago Oeste) e de 8,9 km na DF-290 (no acesso ao Gama).

Também estão previstas a construção de vias marginais na Estrada Parque Aeroporto (Epar), de passarela de pedestres na BR-020 (em frente ao Residencial Nova Colina) e de pontes sobre o Rio Descoberto na BR-080 (próximo à Brazlândia) e sobre o Córrego Alagado na DF-290 (acesso ao Gama).
O anúncio foi feito pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), durante visita às obras da Ligação Torto-Colorado, retomadas em 2016. O novo complexo viário se estenderá entre o Balão do Torto e o Balão do Colorado. A obra prevê a construção de uma pista marginal à DF-003 e de novos acessos aos condomínios. De acordo com o governo, as intervenções irão reduzir os constantes engarrafamentos na região, diminuindo o tempo de viagem e aumentando a segurança dos usuários.

Cerca de 100 mil pessoas serão beneficiadas com a distribuição do fluxo de veículos que fazem o trajeto entre regiões administrativas como Planaltina, Sobradinho e Plano Piloto. Segundo o diretor-geral do DER-DF, Henrique Luduvice, haverá entregas parciais em 2017 e em 2018. “O compromisso é entregar tudo até o fim de 2018, mas vamos liberar trechos concluídos aos poucos já neste ano”, afirmou.

Tony Winston/Agência Brasília
Tony Winston/Agência Brasília
Obras do trevo Torto/Colorado

Ciclistas e pedestres

As obras de mobilidade não visam somente reduzir os engarrafamentos. Ciclistas e pedestres, que estão do lado mais frágil no trânsito, também serão contemplados. Além da ciclovia que vai margear o Trevo de Triagem Norte, haverá pistas exclusivas para quem anda de bicicleta e uma passarela.

Antiga reivindicação de quem pedala em Brasília, o projeto de construção da ciclovia da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) sairá do papel em breve. Serão 25 quilômetros de pista exclusiva para bicicletas, do viaduto da DF-003 ao que liga o Pistão Sul e o Pistão Norte, em Taguatinga.

A obra vai englobar serviços de terraplenagem, pavimentação, sinalização (horizontal, vertical e semafórica), drenagem, readequação das paradas de ônibus nas marginais e plantio de mudas. A ordem de serviço será assinada nos próximos dias.

Outra ordem de serviço assinada em breve é a que autoriza o início das obras dos 10 quilômetros da ciclovia da DF-290, entre o Gama e a BR-040. As intervenções vão prover a rodovia de uma rota segura e confortável para quem usa a bicicleta.

Ao longo da DF-001, serão 12 quilômetros da ciclovia do Lago Oeste. O caminho compreende a interseção da DF-003 com a DF-001, no km 131,8, até o posto policial no km 119,3. Falta apenas o licenciamento ambiental.

Na BR-020, altura de Sobradinho, há a construção da passarela Nova Colina, para passagem de pedestres sobre os carros. No Lago Oeste, está em andamento a segunda etapa de restauração do asfalto, acompanhada de serviços de drenagem e de sinalização horizontal e vertical.

No trecho entre os entroncamentos BR-070/DF-095 e BR-080/BR-251, na altura de Brazlândia, a obra ainda inclui acostamento e baias de parada de ônibus.

Outra obra que vai impactar positivamente a vida dos moradores da cidade é a construção da ponte sobre o Rio Descoberto, dando maior vazão ao trânsito na estrada que liga Brazlândia a Padre Lúcio, em Goiás. A entrega está prevista para setembro. Em fase de conclusão de projeto está a ponte da DF-290, no trecho entre Santa Maria e Gama. As obras vão ocorrer sobre o Rio Alagado e serão complementares às da ciclovia.

Outros projetos

Duas das 12 obras visam desafogar o trânsito e melhorar o acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília. Uma delas é a adequação viária da DF-047 (Estrada Parque Aeroporto – Epar). Serão novas faixas, vias marginais, ciclofaixas e pavimentação no trecho entre o Eixão Sul e a Estrada Parque Dom Bosco DF-025.

Rollemberg destacou ainda o BRT Oeste e a expansão da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). A primeira está em andamento, com a faixa no canteiro central destinada ao BRT já concluída. A etapa, agora, é de aquisição de ônibus com portas em ambos os lados.

A expansão do metrô em Samambaia, por sua vez, encontra-se no Ministério das Cidades e depende apenas de liberação de recursos federais. (Com informações da Agência Brasília)



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Praia Grande quer atingir 100 km de ciclovia em nome da qualidade de vida

02/02/2017 - G1 Santos

Município que completou 50 anos em janeiro já possui 84 km de ciclovia.

Projetos incentivam uso da bicicleta e segurança no trânsito.

Orion Pires

Praia Grande tem pouco mais de 84 km de ciclovias (Foto: Hebe Dorado/Arquivo Pessoal)
Praia Grande tem pouco mais de 84 km de ciclovias (Foto: Hebe Dorado/Arquivo Pessoal)

Sinônimo de bem estar e qualidade de vida, ‘andar’ de bicicleta também está contribuindo para a melhoria na mobilidade urbana de quem mora ou passa as férias em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Com apenas 50 anos, o município tem o maior número de ciclovias da Baixada Santista e está entre as principais cidades do país. São mais de 84 km para pedalar à vontade sem precisar se preocupar com carros, motos ou ônibus. A ideia de investir no aumento da malha cicloviária do município ganhou força nos últimos anos. Entre 2008 e o ano passado, a Prefeitura construiu cerca de 28 km de ciclovia.

Selo ciclista cidadão foi criado em 2011 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)
Selo ciclista cidadão foi criado em 2011 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)

“Nós avançamos muito, afinal, estamos dando condições do ciclista ter um espaço para ele. Isso evita acidentes de trânsito, dá maior segurança para todo mundo e ainda tem a contrapartida e a vantagem de uma economia no espaço público para outros meios”, defende a chefe da seção de Educação e Segurança de Trânsito, Elaine Fornaziere.

Além do trabalho integrado de dar continuidade e manter as ciclovias sem interrupções e conservadas, também foram criados projetos para beneficiar ciclistas e uma espécie de documento para as ‘bikes’.

Atualmente, o município possui 19 mil ciclistas cadastrados. A política pública de incentivo começou em 2011 e nasceu da dificuldade de identificar os donos das bicicletas quando acontecia um acidente ou roubo, por exemplo.

“Os próprios delegados quando faziam alguma apreensão reclamavam, porque ia juntando tudo no pátio e não sabiam quem era o dono. Com a criação do selo "ciclista cidadão”, usamos um material que tem durabilidade de cinco anos para minimizar o desgaste do tempo e fizemos parcerias com bicicletarias. Ou seja, quem compra uma bicicleta hoje em Praia Grande ela já sai da loja com o selo de identificação. É quase um documento”, comenta Elaine.

Com planejamento, a Prefeitura espera entregar nos próximos anos, pelo menos, mais 16 km de ciclovia, totalizando 100 km ao longo de todo município.

“É importante dar continuidade no sistema. Temos ciclovia de ponta a ponta, desde o limite com Mongaguá até a Ponte do Mar Pequeno em São Vicente. Estamos agora na fase de investimento em iluminação em vários trechos da Via Expressa Sul e, cada vez mais, contribuindo para a cultura de trafegar corretamente e com responsabilidade. Afinal, Praia Grande é um município jovem, com espaço para planejar o bem estar da população em um futuro próximo”, acrescenta.   

Evolução do sistema cicloviário em Praia Grande, ano a ano:

Em 2008 – 56,3 km de ciclovias construídas
Em 2009 – 68,5 km de ciclovias construídas
Em 2010 – 72,2 km de ciclovias construídas
Em 2011 – 76,5 km de ciclovias construídas
Em 2012 – 78,9 km de ciclovias construídas
Em 2013 – 79,5 km de ciclovias construídas
Em 2016 – 84,2 km de ciclovias construídas

Iluminação na via marginal da Expressa Sul melhorou segurança dos ciclistas (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)
Iluminação na via marginal da Expressa melhorou segurança (Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Empresa apresenta protótipo da bicicleta compartilhada de Curitiba

30/09/2016  - Gazeta do Povo

O futuro sistema de bicicletas compartilhadas de Curitiba deu mais um passo na noite desta quinta-feira (29). O consórcio BikeFácil, que disputa a licitação, apresentou um protótipo da estação e dos veículos que podem ser instalados na cidade. Representantes da Urbs, do Ippuc e do Setran estavam presentes. A amostra é uma exigência do edital, que deve licitar o serviço de compartilhamento de bicicletas pelos próximos cinco anos, na capital paranaense. A ideia é ter 43 estações com um total de 480 bicicletas. Qualquer pessoa vai poder retirá-las, mediante o pagamento de uma tarifa.

Sem experiência prévia na área, o consórcio estabeleceu uma parceria com a hispânica RideOn. O modelo apresentado em Curitiba foi similar ao adotado em Madrid, na Espanha. A estações têm wi-fi, que poderá ser utilizado pelos usuários na hora de desbloquear as bicicletas pelo aplicativo. O quadro é uma única peça de aço, um modelo diferente daquilo que é encontrado no mercado, o que inibi o roubo.

Se tudo der certo, a capital paranaense deve ter um sistema de bicicleta compartilhada disponível a partir de janeiro de 2017. Com a apresentação da amostra, o próximo passo é a abertura do envelope com a proposta da empresa, para verificar a documentação. A Urbs então deve abrir prazo para recurso. A intenção da Urbs é vencer esta etapa burocrática “o mais rápido possível”, se possível já na próxima semana, explica Pedro Romanel, da área de Equipamentos da empresa.

As bicicletas apresentadas já vem com suporte para a colocação de uma bateria. São veículos “híbridos”, que podem tanto funcionar no modo 100% analógico, como de forma elétrica (a bateria não funciona como um motor, mas “dá uma força” para pedalar numa subida, por exemplo). O uso da funcionalidade, no entanto, ainda deve ser acordado com a prefeitura. Paris, por exemplo, deve ofertar a funcionalidade a partir do ano que vem. A ideia é que os próprios usuários comprem a bateria e encaixem na bike na hora de utilizá-las.

Essa é a segunda etapa da licitação para o sistema de bicicleta compartilhada de Curitiba. A BikeFácil CWB foi a única interessada no pleito, aberto no último dia 2 de setembro. Agora, a Urbs irá abrir prazo para recurso. Se homologada, a empresa deve ser contratada para um contrato de concessão pelos próximos cinco anos.

O edital exige um mínimo de 480 bicicletas. As estações são divididas em grandes (16 bikes e 20 vagas, no mínimo), médias (12 bicicletas e 14 vagas) e pequenas (oito bicicletas e 10 vagas). A implantação será em duas etapas. Nos primeiros 75 dias a empresa deve instalar 25 estações e 280 bicicletas. Depois, são mais 65 dias para as 18 estações e 200 bikes restantes.

Tarifa

Para utilizar o sistema, será preciso comprar um passe. O BikeFácil pretende cobrar R$ 5 na tarifa diária, R$ 12 na mensal e R$ 54 na modalidade semestral. Durante o período contratado, o usuário pode usar quantas bicicletas quiser, durante um período máximo de 45 minutos. Quem exceder este período deve pagar uma taxa adicional, cujo valor ainda não foi divulgado, mas deve variar entre R$ 2 e R$ 2,50 para cada 15 minutos a mais.

Custos

Não estão previstos custos para o município. O sistema deve arrecadar com as tarifas cobradas dos usuários e com a exploração publicitária nos veículos e nas estações. O município ainda pretende ficar com 15% do valor bruto arrecadado com as “multas” (valor cobrado de quem exceder o período de 45 minutos). A bikesharing estimativa da Urbs é de que este valor deve girar em torno de R$ 78,7 mil ao mês.

Estudioso de sistemas de bikesharing, o advogado Rodrigo Vitório, da ONG Transporte Ativo, é crítico de sistemas que não preveem um subsídio público. “Tudo é repassado para a iniciativa privada, tudo na busca de patrocinador, como se fosse um serviço realmente acessório”, diz, em referência a editais de cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília

Na iniciativa de Curitiba, a falta de subsídio é em parte fruto da situação econômica atual da cidade e do país, reconhece Pedro?Romanel, da Urbs. Além disso, esta é uma primeira iniciativa. Com a implantação destas primeiras 43 estações, a ideia é avaliar a receptividade da cidade em relação ao bikesharing, quais as demandas e rotas utilizadas, para pensar como o sistema deve funcionar dentro da mobilidade urbana de Curitiba como um todo.

sábado, 11 de junho de 2016

1817: Apresentada a precursora da bicicleta

11/06/2016 07:54 - Deutsche Welle

11 de junho de 1817, o alemão Karl Friedrich Drais apresentou a precursora da bicicleta. O veículo era de madeira, não tinha pedais, mas possuía duas rodas, sendo a dianteira dirigível.

O veículo atingia a velocidade de 15 quilômetros por hora. Seu inventor havia conseguido percorrer 50 quilômetros em "apenas" quatro horas, sendo quatro vezes mais rápido que o meio usual de transporte na época, o correio puxado a cavalos.

A ausência de pedais significava que os "ciclistas" tinham que empurrar a si mesmos com os pés. Mesmo assim, a moda espalhou-se rapidamente pela Europa. Em 1819, já eram feitas apostas em corridas em diversos lugares, como Munique, Paris e Londres.

Karl Wilhelm Friedrich Ludwig Drais nasceu na cidade de Karlsruhe, no sul da Alemanha, em 29 de abril de 1785. Depois de formar-se em Técnica e Agricultura, conseguiu um bom emprego como guarda florestal. Mas como seu interesse pelos inventos era muito maior, seu padrinho, o grão-duque, continuou pagando seus salários enquanto ele se dedicava a suas pesquisas.

Entre as engenhocas que criou, figuram uma máquina para escrever partituras, uma panela de pressão e um carro com quatro rodas. Como não tivesse motor, era impulsionado pelos pés dos passageiros. Seu invento principal, entretanto, foi a "máquina de corrida". Um mês após sua apresentação em público, ela foi usada numa corrida, em julho de 1817, na cidade de Mannheim. O patenteamento aconteceu apenas no ano seguinte.

Invento despertou pouco interesse

O interesse pela sua industrialização, no entanto, foi baixo. Apenas 50 anos depois, com alguns enriquecimentos técnicos que aumentaram seu conforto e sua velocidade, o veículo começou a se popularizar. Com a invenção da roda pneumática pelo médico inglês John Boyd Dunlop, em 1888, a bicicleta assumiu as características que tem até hoje.

A "draisiana", como ficou conhecida a precursora da bicicleta inventada em 1817, tinha duas rodas de madeira. Para o patenteamento, recebeu um assento de mola. Em contrapartida à falta de interesse pela invenção na Alemanha, nos países vizinhos ela foi bem recebida. Na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, tornou-se conhecida como velocípede. Na Inglaterra de 1820, chegou a ser usada de forma experimental pelos correios.

Drais, por seu lado, não teve sorte. Tornou-se alcoólatra e foi transferido para outro parque florestal, onde recebeu a fama de não gostar de trabalhar. Até sua morte, em 1851, continuou aperfeiçoando seus inventos.