sábado, 11 de junho de 2016

1817: Apresentada a precursora da bicicleta

11/06/2016 07:54 - Deutsche Welle

11 de junho de 1817, o alemão Karl Friedrich Drais apresentou a precursora da bicicleta. O veículo era de madeira, não tinha pedais, mas possuía duas rodas, sendo a dianteira dirigível.

O veículo atingia a velocidade de 15 quilômetros por hora. Seu inventor havia conseguido percorrer 50 quilômetros em "apenas" quatro horas, sendo quatro vezes mais rápido que o meio usual de transporte na época, o correio puxado a cavalos.

A ausência de pedais significava que os "ciclistas" tinham que empurrar a si mesmos com os pés. Mesmo assim, a moda espalhou-se rapidamente pela Europa. Em 1819, já eram feitas apostas em corridas em diversos lugares, como Munique, Paris e Londres.

Karl Wilhelm Friedrich Ludwig Drais nasceu na cidade de Karlsruhe, no sul da Alemanha, em 29 de abril de 1785. Depois de formar-se em Técnica e Agricultura, conseguiu um bom emprego como guarda florestal. Mas como seu interesse pelos inventos era muito maior, seu padrinho, o grão-duque, continuou pagando seus salários enquanto ele se dedicava a suas pesquisas.

Entre as engenhocas que criou, figuram uma máquina para escrever partituras, uma panela de pressão e um carro com quatro rodas. Como não tivesse motor, era impulsionado pelos pés dos passageiros. Seu invento principal, entretanto, foi a "máquina de corrida". Um mês após sua apresentação em público, ela foi usada numa corrida, em julho de 1817, na cidade de Mannheim. O patenteamento aconteceu apenas no ano seguinte.

Invento despertou pouco interesse

O interesse pela sua industrialização, no entanto, foi baixo. Apenas 50 anos depois, com alguns enriquecimentos técnicos que aumentaram seu conforto e sua velocidade, o veículo começou a se popularizar. Com a invenção da roda pneumática pelo médico inglês John Boyd Dunlop, em 1888, a bicicleta assumiu as características que tem até hoje.

A "draisiana", como ficou conhecida a precursora da bicicleta inventada em 1817, tinha duas rodas de madeira. Para o patenteamento, recebeu um assento de mola. Em contrapartida à falta de interesse pela invenção na Alemanha, nos países vizinhos ela foi bem recebida. Na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, tornou-se conhecida como velocípede. Na Inglaterra de 1820, chegou a ser usada de forma experimental pelos correios.

Drais, por seu lado, não teve sorte. Tornou-se alcoólatra e foi transferido para outro parque florestal, onde recebeu a fama de não gostar de trabalhar. Até sua morte, em 1851, continuou aperfeiçoando seus inventos.

domingo, 29 de maio de 2016

Em três anos, Fortaleza duplica rede cicloviária e bate recorde histórico

28/05/2016 08:19 - Tribuna do Ceará

Adotando como uma alternativa saudável e de baixo custo, Fortaleza tem se tornado uma cidade mais acolhedora para os ciclistas. Nos últimos três anos, a capital cearense conseguiu bater o recorde histórico na implantação de infraestrutura para que ciclistas se locomovam com mais segurança. Mesmo com a iniciativa, que faz parte do Programa de Expansão da Malha Cicloviária, a meta é expandir ainda mais o projeto até o final deste ano.

De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), foram implantadas, somente nos meses de abril e maio, novos espaços para o deslocamento seguro de ciclistas nos bairros Bom Jardim, Conjunto Ceará, Passaré e Meireles (Avenida Beira-Mar). No entanto, nos próximos meses, estão previstas novas infraestruturas nos bairros Conjunto Ceará, Messejana, Jóquei Clube, José Bonifácio, Parangaba e José Walter. 

Em 2012, Fortaleza tinha 73 km de infraestrutura cicloviária. Agora, a cidade viu sua rede para o tráfego seguro de ciclistas duplicar, chegando a um total de 155,6 quilômetros de infraestruturas, sendo 71,5 quilômetros de ciclofaixas e 84,1 quilômetros de ciclovias.

Segundo o planejamento da SCSP, a intenção do projeto, que é realizado por meio do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (PAITT), é fechar o ano de 2016 com cerca de 216 quilômetros de malha cicloviária.

Mapa da Malha Cicloviária existente: 

CICLOVIAS Extensão (km)
Av. D (José Walter) 3,0
Av. Eng. Humberto Monte 2,1
Av. Bezerra de Menezes 3,3
Av. Osório de Paiva 4,0
Av. Bernardo Manuel 3,7
Av. Godofredo Maciel 7,3
Via Expressa 4,6
Av. Mister Hull 1,8
Av. Washington Soares 11,0
Av. Rogaciano Leite 1,1
Av. Maestro Lisboa 6,1
Av. Pompílio Gomes (parte 1) 0,9
Av. Pompílio Gomes (parte 2) 0,3
Av. Pres. Costa e Silva (parte 1) 1,0
Av. Pres. Costa e Silva (parte 2) 0,7
Av. Costa Oeste 3,0
Av. Sen. Carlos Jereissati 4,1
Av. Valparaíso 0,6
Av. Cel. Matos Dourado 1,3
Rio Maranguapinho oeste (lado esq.) 1,7
Rio Maranguapinho oeste (lado dir.) – parte 1 1,6
Rio Maranguapinho oeste (lado dir.) – parte 2 0,6
Rio Maranguapinho sul (lado dir.) 0,8
Rio Maranguapinho sul (lado esq.) 2,1
Via Rio Cocó (lado esq.) 0,5
Ciclovia METROFOR (parte 1) 0,9
Ciclovia METROFOR (parte 2) 1,1
Av. Sargento Hermínio 0,5
Av. Chanceler Edson Queiroz 0,7
Av. Alberto Craveiro 2,1
Av. Paulino Rocha 0,8
Av. Zezé Diogo 5,6
Rua Costa Mendes 0,2
Av. Quarto Anel Viário (parte 1) 4,2
Av. Quarto Anel Viário (parte 2) 0,5
Rua Miguel Aragão 0,3

Total 84,1


CICLOFAIXAS Extensão (km)
Av. Raul Barbosa (na calçada) 1,2
Av. Benjamim Brasil 2,1
Rua Canuto de Aguiar 2,2
Rua Ana Bilhar 2,0
Av. Santos Dumont 3,3
Av. Dom Luís 1,9
Rua Rui Barbosa 3,8
Av. Deputado Moreira da Rocha 0,8
Av. Antônio Sales 3,5
Rua Carlos Vasconcelos 3,9
Rua Emilio de Menezes 2,1
Rua Vital Brasil 2,1
Rua Oscar França 4
Rua Oscar Araripe 4
Rua Taquari / Antônio Neri 0,8
Rua José Cândido/José de Barcelos 1,7
Rua Pe. Anchieta/Raimundo Arruda 2,2
Rua Pereira de Miranda 0,1
Av. Jangadeiros 0,3
Rua Frederico Borges 0,4
Rua Alberto Magno 2,1
Av. Gomes de Matos 2,1
Rua Romeu Martins 0,1
Rua Jorge Dummar 0,3
Rua Damasceno Girão 0,6
Rua Antônio Mendes 0,1
Rua Antenor Frota Wanderley 0,3
Rua Waldery Uchoa 0,5
Praça da Paz Dom Helder Câmara 0,6
Rua Érico Mota 1,3
Rua César Fontenele 0,4
Rua Costa Mendes (sul) 0,7
Rua Costa Mendes (norte) 0,8
Rua Aquiraz 0,2
Rua André Chaves 0,5
Rua Nestor Barbosa 0,3
Av. Valparaíso 0,9
Rua General Tertuliano Potiguara 1,1
Rua Osvaldo Cruz 0,2
Rua João Brígido 1,4
Rua Dom Expedito Lopes 0,8
Av. Historiador Raimundo Girão 0,5
Rua Ildefonso Albano 0,1
Av. Beira Mar (Praia de Iracema) 0,5
Av. Almirante Barroso 0,2
Rotatória Castelão 0,3
Av. Alberto Craveiro 0,3
Av. Juscelino Kubitschek 2,6
Rua Cel. Mozart Gondim 0,9
Rua General Piragibe 0,7
Rua Eretides Martins 0,9
Rua Dom Lino 0,7
Rua Emiliano de Almeida Braga 0,6
Rua Estrada do Itaperi 0,2
Av. Beira Mar 3,1
Av. D (Conjunto Ceará) 0,8
Rua Ari Maia 1,4

Total 71,5

Ciclorrotas Extensão (km)
TOTAL (ciclovias + ciclofaixas) 155,6

terça-feira, 17 de maio de 2016

Bike Vitória: Cinco Estações São Instaladas na Capital

16/05/2016  - Folha Diária - ES

As cinco primeiras estações do Bike Vitória - sistema de compartilhamento de bicicletas foram instaladas neste domingo, dia 15, em pontos estratégicos de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, no Brasil . O Bike Vitória foi inaugurado às 8h30, de ontem, no módulo do Serviço de Orientação ao Exercício (SOE) Camburi, que fica na praia de Camburi, em Jardim da Penha, bairro da Capital. O Bike Vitória é um projeto da Prefeitura de Vitória e conta com parceria do Siccob, Unimed e Samba Transportes Sustentáveis.

As primeiras estações em funcionamento são: Escola da Vida, em São Pedro; Tancredão, em Mário Cypreste; Unimed/Ponte de Camburi, em Jardim da Penha; Sicoob/Praia de Camburi (na altura do Clube dos Oficiais), em Jardim da Penha; e SOE Jardim Camburi, em Jardim Camburi. Cada uma delas tem 10 bikes à disposição para aluguel para atender moradores e turistas em seus deslocamentos diários no eixo Jardim Camburi – São Pedro, das 6 às 23 horas, todos os dias da semana.

Os interessados podem fazer um cadastro on-line (acesse site www.bikevitoria.com) e poderão contratar a diária de R$ 5,40, a mensalidade de R$ 10,80 ou o plano anual de R$ 67,50. Para retirar a bicicleta, basta usar o aplicativo (disponível para IOS e Android) para escolher a bicicleta disponível na estação. 

O Bike Vitória possibilita o uso da bicicleta ao longo do dia por uma hora. Ao final dos 60 minutos, o ciclista deverá devolver a bicicleta em qualquer estação e poderá retirar outra, respeitando um intervalo de 15 minutos, sem custo adicional. Caso prefira ficar mais tempo, sem o intervalo de 15 minutos, o ciclista arcará com custo adicional por hora. Aos domingos e feriados, eles podem pedalar por até 90 minutos corridos sem custos adicionais.

 “O sistema de bicicletas públicas compartilhadas completa a nossa estratégia de transformar as bikes em um importante meio de transporte em Vitória, devido às curtas distâncias na cidade. Com a ampliação das ciclovias e ciclofaixas que fizemos na nossa gestão, Vitória tem tudo para se tornar a Amsterdã brasileira, a capital das bicicletas”, disse o prefeito Luciano Rezende.

Ao todo, 200 bicicletas estarão disponíveis a partir do dia 26 de junho em toda a cidade. Elas serão implantadas em Grande Vitória, Inhanguetá, Santo Antônio, Parque Moscoso, Centro, Bento Ferreira, Forte São João, Enseada do Suá, Praia do Canto, Jardim da Penha, Mata da Praia e Jardim Camburi. (Com informações da Comunicação da PMV).



terça-feira, 10 de maio de 2016

Haddad libera bike em ônibus de São Paulo fora do horário de pico

10/05/2016 - O Estado de SP / Folha de SP

SÃO PAULO - A gestão Fernando Haddad (PT) liberou bicicletas nos ônibus municipais fora dos horários de pico. A autorização foi publicada no Diário Oficial da Cidade de sábado, 7, e vale tanto para dias de semana como para sábados, domingos e feriados. Os períodos, porém, serão restritos para não atrapalhar o fluxo de passageiros.

De segunda a sexta, a regra vai valer em dois horários distintos: das 10h01 às 15h59 e das 19h01 às 5h59. Aos sábados, o transporte das bikes está liberado a partir das 14 horas e nos domingos e feriados, é livre. De acordo com a portaria assinada pelo secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, o embarque só poderá ser feito em ônibus de 23 metros (os biarticulados) e pela porta traseira.

O pagamento da tarifa deverá ser efetuado após o usuário fixar e travar a bicicleta dentro do ônibus – a portaria estipula o máximo de uma bike por veículo. Os funcionários das viações não terão obrigação legal, segundo a regra, de ajudar no embarque e desembarque de passageiros portando bicicletas. Essas ações são consideradas de responsabilidade exclusiva do ciclista, que também deverá manter a bike próxima do corpo, a fim de evitar transtornos aos demais usuários ou mesmo atrapalhar a passagem deles.

Integração. A medida tem por objetivo, segundo Tatto, incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte para as atividades do cotidiano, “contribuindo para o desenvolvimento da mobilidade sustentável”, e também integrar o uso da bicicleta ao sistema público de transporte – o Metrô já permite o embarque.

Para Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de transporte de pessoas, a decisão de autorizar a entrada de bicicletas nos ônibus somente fora do pico foi acertada. “No horário de pico não tem espaço nem para todas as pessoas com suas mochilas, imagina para uma bicicleta. Além disso, ainda se gasta um tempo até o ciclista entrar e acomodar a bicicleta no ônibus”, diz.

O especialista elogiou a medida e ressaltou que ela representa mais um estímulo à integração de diferentes meios de transporte na capital. “Mesmo que sejam poucas pessoas utilizando essa opção, toda integração é boa, porque diminui o número de veículos motorizados na cidade.”

Folha de SP

Bicicletas poderão embarcar em ônibus biarticulados em São Paulo

A partir de novembro, passageiros com bicicleta poderão embarcar nos ônibus biarticulados municipais da cidade de São Paulo –desde que fora do horário de pico.

A portaria com a autorização foi publicada no último sábado (7) pelo secretário Jilmar Tatto (Transportes), com previsão para entrar em vigor dentro de 180 dias –4 de novembro.

Segundo o texto, divulgado pelo jornal "O Estado de S.Paulo", o embarque só será permitido pelas portas traseira ou central, das 10h01 às 15h59 e das 19h01 às 5h59 nos dias de semana. Aos sábados, a permissão será a partir das 14h e, aos domingos, em qualquer horário.

Apenas uma bicicleta será autorizada a permanecer em cada ônibus ao mesmo tempo. O passageiro terá que prender a bicicleta primeiro para depois pagar a passagem.

No Metrô, o acesso de bicicletas é permitido após as 20h30, nos dias de semana, aos sábados, a partir das 14h –aos domingos, o dia todo.

domingo, 8 de maio de 2016

Everbike: compartilhe sua bicicleta. E ganhe dinheiro

02/05/2016 - Mobilize Brasil

Serviço lançado em Florianópolis permite que, por aplicativo, uma pessoa possa alugar sua própria bike, que fica travada na rua à espera dos usuários. Fácil assim

Regina Rocha


Novidade: bicicletas compartilhadas em Florianópol
Novidade: bicicletas compartilhadas em Florianópolis
créditos: Divulgação

Florianópolis começa a ver em suas ruas um novo modelo de mobilidade urbana: o compartilhamento de bicicletas remunerado. Esse o diferencial do sistema Everbike, já que permite a qualquer pessoa alugar sua própria bike. 

Funciona da seguinte forma: o usuário interessado em incluir sua bike na rede faz um cadastramento e recebe um kit. O kit é composto por duas placas, o material de fixação e as instruções sobre como proceder. 

Com estas ferramentas, a pessoa só precisa colocar a bicicleta travada em um local público e aguardar os interessados em utilizar o serviço. Estes, por sua vez, podem localizar as bikes disponiveis por aplicativo, escolher a que melhor lhe atende e liberá-la usando o PayPal. O aplicativo está disponível para Android na loja Google Play. O aluguel custa R$ 9,90 por hora de uso e o pagamento é feito online, pelo PayPal. 

Pela app, o usuário irá receber a senha de liberação da trava. No momento da liberação, além de fornecer a senha, o Everbike faz, como garantia contra um eventual extravio, uma pré-autorização no valor da bike diretamente no cartão de crédito do usuário. Depois que utilizou a bicicleta, a pessoa deve devolvê-la, sem esquecer de travar a magrela e informar os dados pelo aplicativo. 

O valor do aluguel é cobrado automaticamente e o limite (a garantia) devolvido assim que outro usuário confere a bike para uso, ou quando o proprietário faz a checagem de rotina. O proprietário, por sua vez, tem o dever de administrar as bikes e fazer sua manutenção. O sistema é interessante também para locadoras de bicicleta e também para comércios ou empresas que desejam divulgar sua marca nas bikes.

Sem estações fixas

O objetivo da Everbike é tornar a bicicleta um meio de transporte flexível e disponível à qualquer momento e em qualquer local. Além disso, caso observe algum problema na bicicleta, a pessoa pode reportá-lo imediatamente, assim que fizer a entrega do veículo, e seu proprietário será acionado para verificação.

Outra vantagem do sistema Everbike é que dispensa a necessidade de estações fixas para devolução e retirada das bikes. Os veículos podem ser deixados em qualquer suporte fixo da via pública ou em locais de acesso público, desde que sejam seguros.

A Everbike projeta sua expansão para outras cidades do estado de Santa Catarina e do Brasil. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Brasília ganhará mais 11 estações de bikes compartilhadas em março

27/02/2016 - Correio Braziliense 

Meio de transporte que caiu no gosto do brasiliense, a bicicleta compartilhada chegará a mais 11 pontos da capital federal — no total, serão 21. As novas estações ficarão dispostas ao longo das asas Sul e Norte, regiões do Plano Piloto com a maior demanda do serviço, segundo a Secretaria de Mobilidade. A previsão é de que os equipamentos sejam entregues a partir da primeira quinzena de março. De acordo com o GDF, a expansão do Bike Brasília tem como meta desestimular, sobretudo, o uso de veículos motorizados, hoje a principal causa de acidentes de trânsito, engarrafamento e poluição nas grandes metrópoles.

"Gradativamente, vamos ampliar as estações para as regiões administrativas, principalmente onde existem BRT e metrô. Estudos apontam que, próximo a esses pontos, há muitas pessoas circulando de bicicleta e a pé. Portanto, são áreas em que opções de mobilidade devem ser fomentadas. Humanizar o trânsito é uma tendência mundial. E a bicicleta, interligada ao sistema de transporte público, é um modal interessante, visto que é econômico, não polui e faz bem à saúde”, frisa o secretário de Mobilidade, Marco Dantas.

Atualmente, o Bike Brasília conta com 10 estações — entre o Memorial JK, a Torre de TV e a Esplanada dos Ministérios — e cerca de 13 mil usuários cadastrados. Inaugurado durante a Copa do Mundo de 2014, o projeto prevê, num primeiro momento, o total de 40 estações e 400 bicicletas.

Esporte e lazer

Os amigos Marcelino Batista, 27 anos, e Welber Trajano, 23, aderiram às bikes compartilhadas como algo além de um meio de deslocamento entre casa e trabalho. Na rotina profissional agitada, os dois viram nas pedaladas a opção de cuidar da saúde em pleno horário do almoço. "Por trabalharmos perto da estação, a gente aproveita esse tempo para praticar uma atividade física. Fazemos isso pelo menos três vezes na semana”, conta Marcelino, morador de Ceilândia. "Como temos 1h de almoço e o mesmo tempo para usar a bike, vamos ao Parque da Cidade e retornamos ao ponto de partida, na Praça do Buriti. É o suficiente e ajuda a fazer a digestão”, emenda Welber, que também utiliza a magrela até a Rodoviária do Plano Piloto, de onde pega ônibus para Águas Lindas.

Para a estudante Jéssica Marques, 24, o serviço possibilita que ela economize no trajeto entre o estágio, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), e a faculdade, na Asa Sul. "Em vez de ir de ônibus para a Rodoviária, uso a bike. De lá, vou para a faculdade. É uma passagem a menos”, comemora.

Programe-se

Para usar a bicicleta, o interessado tem de fazer um cadastro na página da Bike Brasília na internet, informando o número da Carteira da Identidade, do CPF, do telefone celular e o endereço. A taxa anual é de R$ 10. Na hora de passear, a bike pode ser alugada por meio de aplicativo para smartphone ou pelo telefone 4003-9846. No celular ou na ligação, basta digitar o número da estação onde a bicicleta será retirada e o número da posição da bike. Em seguida, deve-se confirmar a operação e retirar a bicicleta quando uma luz verde acender e um sinal sonoro for emitido. Para devolvê-la, a pessoa tem de encaixá-la em uma posição disponível e verificar se a bicicleta está devidamente travada. Ela pode ser usada por uma hora. Depois desse período, o ciclista tem de esperar 15 minutos para usá-la novamente, por mais uma hora. Se não fizer essa pausa, terá de pagar R$ 5 por hora excedente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São Paulo terá empréstimo de bikes em estações de trens e ônibus

1/02/2016 -  O Estado de SP 

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou projeto de lei que institui o programa Integra-Bike São Paulo, para empréstimo de bicicletas públicas nos principais terminais rodoviários, estações de trem e de metrô. De autoria do vereador petista Paulo Reis, ele oficializa o sistema de compartilhamento de bicicletas na cidade e prevê sua expansão para periferia.

Segundo a nova lei, publicada no Diário Oficial de sábado, 5, o empréstimo deve ser por meio de mecanismos de autoatendimento, nos quais o ciclista retira sua bike depois de realizar um cadastro prévio no sistema. O processo pode ser feito por meio do bilhete único.

A legislação não impõe a forma, mas prevê que as bicicletas sejam colocadas para empréstimo pela iniciativa privada, após processo de licitação ou chamamento público. O negócio poderá ser feito por concessão ou convênio, como o firmado com o Banco Itaú para a operação do Bike Sampa, rede privada de empréstimo de bicicletas que conta com 279 estações na cidade - a maioria em bairros do centro expandido.

"O programa lntegra-Bike buscará inserir um grande sistema de bicicletas públicas em São Paulo, assim como existem em grandes metrópoles do mundo, como Nova York, Paris, Berlim e Barcelona. Trata-se de tornar a bicicleta parte do sistema de transporte público da cidade, interligando os transportes de massa, como o metrô e os trens da CPTM, aos bairros do subúrbio", pretende o vereador, na justificativa do projeto.

A expectativa é de que o processo de licitação defina uma ou mais empresas para operar o sistema. Hoje, apenas o Itaú exerce essa função - o Bradesco também empresta bikes, mas somente nos percursos das ciclofaixas, ativadas aos domingos ao longo de 120,7 km.

Na teoria, a intenção do programa é conectar bairros mais distantes aos terminais de transporte público, por meio do uso da bicicleta - o metrô chegou a emprestar bikes em dez estações de sua rede, mas suspendeu o serviço em 2013, após desistência da empresa responsável.

A nova legislação não define, no entanto, se a rede deverá ser montada dentro ou fora das estações e dos terminais rodoviários nem quantas estações ou quantas bikes ela deve ofertar. Segundo a gestão Haddad, o detalhamento só será conhecido na regulamentação da lei, prevista para sair em 60 dias.

A expectativa, segundo Reis, é que a implementação das estações seja realizada com "participação popular", possibilitando a escolha de locais seguros e de rotas corretas.

Crítica. Para o ciclista Daniel Guth, consultor em mobilidade, o projeto não traz inovação em relação ao sistema que funciona hoje na cidade. "Nem o nome do programa é novo. Sorocaba, no interior, também tem o seu Integra-Bike", diz.

Segundo Guth, a Prefeitura perde a chance de aprimorar a rede atual, ao não exigir um número mínimo de estações e de bicicletas, ao não ampliar o horário de funcionamento (hoje, o Sampa Bike funciona até as 22 horas) e ao não definir como se dará a divisão das estações pela cidade. "Não precisamos de nova lei. Precisamos é de regras mais rígidas para o operador, a fim de aprimorar o serviço e torná-lo mais democrático."